ECONOMIA

Seis associações empresariais receiam “milhares de insolvências” na região

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Seis associações empresariais do Algarve lançaram um apelo à mobilização de todos os empresários na defesa da Economia, das empresas e do emprego, na sequência da decisão do Reino Unido de exigir quarentena aos visitantes de Portugal, que consideram “um golpe profundo, nas expectativas dos empresários e da economia da região, cuja consequência pode originar milhares de insolvências”.

Em documento conjunto, as associações ACRAL, AHETA, AIHSA, CEAL, NERA E ANJE-Algarve fazem o ponto da situação da economia regional, considerando que o Algarve é a região mais afetada do País.

“A consequência imediata na região foi a paralisia da actividade do principal sector económico, – o Turismo – com o quase total encerramento das unidades de alojamento, em consequência da paragem brusca das viagens turísticas”.

Os empresários sustentam que a quebra abrupta do fluxo de turistas, para além dos efeitos no alojamento, teve consequências em todos os setores da atividade económica da região que

respondem às necessidades da procura dos turistas: “desde logo na restauração, mas também no comércio, atividades culturais e de lazer, serviços, transportes, equipamentos, etc”.

Lembram que, segundo dados do INE, o universo empresarial do Algarve regista 70 mil empresas em todos os sectores de atividade, das quais 20 mil são sociedades e asseveram que esta situação gerou quebras de atividade das empresas dos diferentes sectores que atingiu 90%.

“Gerou desemprego e travou a contratação de trabalhadores para o verão. Congelou o investimento. Entretanto a situação voltou a agravar-se, de forma dramática, em consequência da obrigatoriedade de quarentena imposta pelo Reino Unido, relativamente aos turistas

provenientes de Portugal, sendo que a mesma situação está a ser ampliada a outros

países”.

Para os subscritores, a quebra destes mercados turísticos, em especial o britânico, defrauda não só as expectativas de atenuação dos prejuízos das empresas, acumulados desde março,

como a esperança de enfrentar a época baixa em melhores condições.

As Associações Empresariais do Algarve subscritoras, apelam ao Governo para que

intensifique a sua ação política, no sentido de alterar rapidamente as decisões daqueles países, de impor quarentena aos turistas provenientes de Portugal e em particular do Algarve.

Classificam o Plano Especial de Recuperação do Algarve, anunciado pelo ministro da Economia, como “uma boa notícia”, que as associações empresariais esperam que contenha as soluções adequadas à situação.

“O Algarve, pelas características da sua economia e da especificidade e da sua estrutura (peso significativo do turismo, existência de outros sectores indispensáveis, estrutura empresarial dominante de PME’S, tipologia de emprego, alta sazonalidade), necessita de uma estrutura económica equilibrada e consistente”, prosseguem.

Concluem dizendo que a região necessita de uma visão estratégica que, tendo o turismo como principal atividade, aponte linhas de diversificação económica, “no aproveitamento de recursos

endógenos, numa perspetiva de uma economia moderna e competitiva, assente num desenvolvimento sustentável, tendo também em conta, o novo quadro de recuperação económica proposta recentemente pela União Europeia”.

ACRAL, AHETA, AIHSA, CEAL, NERA e ANJE anunciam que vão solicitar audiências para apresentar ao Governo, em particular ao Ministro da Economia e ao Presidente da República, estas linhas de trabalho e um pacote de propostas com medidas concretas.

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