Melhores acordeonistas do mundo atuam este domingo em Albufeira

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O acordeão vai ser a estrela da gala internacional que se vai realizar em Ferreiras, concelho de Albufeira, no próximo dia 25 de março. O evento vai contar com a participação dos melhores acordeonistas nacionais e internacionais. O município de Albufeira dá assim mais um passo no sentido de se tornar a capital do acordeão, depois da inauguração do único museu nacional dedicado ao “instrumento do povo”.

O instrumento mais típico da região volta a estar em destaque em Albufeira. O concelho que já acolheu o Troféu Mundial de Acordeão (a competição mais importante do planeta) e que tem, em Paderne, o único museu nacional dedicado a este instrumento, recebe a Gala Internacional do Acordeão. Será no próximo domingo (25), às 15h00, no Pavilhão da Nuclegarve, em Ferreiras.

Segundo a organização, esta 21.ª edição da Gala Internacional do Acordeão vai reunir em Albufeira “os mais prestigiados acordeonistas de renome nacional e internacional”.

Maric Petair (Sérvia), Mário Gato (Itália), René Sopa (França), Rodrigo Maurício (Portugal), Hinidio Gonçalves (Portugal) e Francisco Sabóia (Portugal) são alguns dos artistas convidados a subir ao palco deste evento de referência, organizado pela Nuclegarve – Núcleo de Motoristas Terras do Algarve, com o apoio da autarquia.

Esta é mais uma forma de o município de Albufeira de se afirmar como a capital do acordeão, um instrumento que está intimamente ligado às raízes culturais e sociais da região.

No passado, o acordeão era o centro das atenções nas festas e bailes, mas ao longo dos anos foi perdendo o lugar de destaque, sobretudo junto dos mais jovens. Ainda assim, muitos algarvios – desde os mais novos aos menos novos – teimam em não deixar morrer esta tradição e optam por aprender este instrumento. E alguns até se tornam campeões nacionais e mundiais…!

Único museu nacional

Além disso, o município de Albufeira tem, desde agosto de 2011, a primeira Casa do Acordeão do país, que reúne em exposição mais de 1500 peças que dão a conhecer a história do “instrumento do povo”.

Este é o primeiro espaço deste género existente em Portugal, que pretende valorizar este instrumento representativo da cultura popular, através de uma exposição que apresenta acordeões, fotografias, registos sonoros, troféus, cartazes, quadros e vestuário.

A ideia passa também por divulgar a história e importância do acordeão, estimulando a afirmação de novos músicos e dando a conhecer aos mais jovens este legado cultural.

Para o diretor da Casa Museu, Francisco Sabóia, este é o concretizar de uma antiga aspiração. “Ao longo dos anos, fui colecionando objetos diversos, que hoje aqui se encontram expostos em homenagem a todas as pessoas ligadas a esta arte”, disse na inauguração do equipamento cultural.

Francisco Sabóia é o grande mentor deste projeto que pretende valorizar o acordeão. A paixão e o fascínio deste homem pelo acordeão foram os responsáveis pela aquisição e recolha de milhares de peças relacionadas com este instrumento, que irá ficar para sempre ligado à história da música algarvia.

“O Algarve produziu grandes nomes e artistas do acordeão. É um instrumento muito ligado às raízes culturais do concelho”, salientou.

José Ferreiro (pai), José Ferreiro Jr., Eugénia Lima, Hilda Maria, Natércia, Isolinda Granjo e João Barra Bexiga são alguns dos grandes mestres do acordeão, que foram verdadeiras estrelas em Portugal, a partir da década de 30. Muitos ainda se lembram deles e, quem não lhes conhece o nome, conhece certamente músicas como a “Alma Algarvia”, de José Ferreiro (pai), que jamais conseguirão desligar da região e gentes do Algarve.

Mais recentemente, outro acordeonista da região, o jovem João Frade, conquistou o título de campeão mundial, mostrando que os sons do acordeão estão ainda longe de acabar.

NC/JA
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