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Albufeira: comerciantes queixam-se do trânsito caótico e venda ambulante

Os empresários dizem que a cidade “tem vindo a ser invadida por bancas ilegais, que não estão sujeitas a qualquer obrigação fiscal”
Os empresários dizem que a cidade “tem vindo a ser invadida por bancas ilegais, que não estão sujeitas a qualquer obrigação fiscal”

Carros que circulam numa zona pedonal e proibida, falta de iluminação e concorrência desleal das bancas de rua estão a indignar os lojistas da cidade de Albufeira. A autarquia diz que está atenta a estes problemas, mas não adianta muitas soluções

 

Vários empresários da cidade de Albufeira queixam-se de “falhas graves” que estão a colocar em “alto risco” os seus negócios, nomeadamente numa das ruas mais emblemáticas da cidade, a rua 5 de Outubro.

Os lojistas denunciam que se assiste diariamente a um “trânsito caótico até as 12h00”, que está a prejudicar as vendas e o funcionamento dos negócios numa rua em plena baixa da cidade, ladeada por muitas lojas de comércio e alguns restaurantes.

“Todos os dias vemos uma constante passagem ilegal por parte dos condutores na rua pedonal, um perigo autêntico tendo em conta a largura da rua”, afirma Brenda Heyse, proprietária de três estabelecimentos comercias na rua 5 de Outubro.

A empresária de Albufeira critica ainda a falta de iluminação na mesma zona, com “projetores fundidos há meses”, assim como o excesso de vendedores ambulantes.

Segundo alguns empresários ouvidos pelo JA, o concelho de Albufeira “tem vindo a ser invadido ao longo dos últimos anos por bancas ilegais, que não estão sujeitas a qualquer obrigação fiscal”.

“A venda ambulante mantém-se descaradamente junto dos nossos estabelecimentos, com avultados prejuízos para os nossos negócios”, frisam os lojistas, criticando a Câmara de Albufeira por estar a afetar o comércio local ao abrir as portas à “concorrência desleal”.

“Os vendedores ambulantes – que têm autênticas lojas em plena avenida e jardim – pagam menos de 50 euros por mês, e nós (todo o ano) milhares de euros de rendas e taxas à câmara”, critica Brenda Heyse.

Venda ambulante prejudica comércio local

As denúncias dos comerciantes da cidade de Albufeira são constantes. Queixam-se do excesso e da falta de fiscalização sobre os vendedores ambulantes, que vendem um pouco de tudo, desde produtos têxteis a artesanato, passando por tapeçarias e produtos alimentares.

“O problema começa já a assumir proporções que justificam uma tomada de posição das autoridades locais, de forma a que os interesses dos comerciantes sejam devidamente acautelados e respeitados”, referem os lojistas.

Brenda Heyse acentua ao JA que estas situações “estão a dar cabo dos meus negócios e a culpa é inteiramente da autarquia”. “Sou jovem e empreendedora, já tentei várias vezes junto dos mais altos cargos da autarquia referir as nossas queixas, as quais são negligenciadas, há anos. Chegámos a um ponto de rutura”, desabafa a empresária.

Contactado pelo JA, o vice-presidente da Câmara de Albufeira, José Carlos Rolo, disse que a autarquia está atenta a estes problemas e não quer que os comerciantes do seu município sejam prejudicados.

Porém, o autarca nega a existência de excesso de vendedores ambulantes na cidade (os comerciantes garantem que existem quase uma centena de bancas), frisando que “o número é o mesmo desde 2013” e que “apenas houve alguns ajustes e alterações relativamente ao local que ocupam”.

Câmara pede reforço de patrulhamento à GNR

Em relação ao “trânsito caótico” na rua 5 de Outubro, José Carlos Rolo admite ao JA que, “apesar da existência de um sinal de trânsito proibido (com exceção de residentes, veículos camarários, e cargas e descargas entre as 6h00 e as 10h00), a sinalização não é cumprida”. Por isso, o autarca garante que já solicitou o reforço do patrulhamento do local à GNR.

Já no que toca à iluminação pública na mesma zona, o vice-presidente da autarquia informa que “recentemente” foi efetuada uma revisão geral, “na qual se contabilizaram seis dos citados projetores e uma luminária em avaria (cerca de 12% do total da rua)”.

Quanto aos projetores ainda desligados, José Carlos Rolo assegura que “as lâmpadas em falta encontram-se em fase de aquisição”.

Nuno Couto/JA

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