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Alicoop: Comissão preocupada com “silêncio da banca” convoca reunião-geral de trabalhadores

A Comissão de Trabalhadores Sociedade Cooperativa de Produtos Alimentares do Algarve (Alicoop) debate, esta tarde, em Silves, o plano de viabilização apresentado aos credores a 18 de junho e “o silêncio da banca” em relação à proposta.

Os trabalhadores entendem que, por esta altura, já deveria de ter havido algum sinal da banca credora àquilo que foi apresentado na ultima reunião”, pelo que se dizem “preocupados” com o facto de, “a menos de uma semana da assembleia geral de credores, não exista ainda qualquer posição”, disse à Lusa o porta-voz da Comissão de Trabalhadores, José Carlos Parreiro.

Um grupo de 150 pequenas e médias empresas fornecedoras da maior cadeia de supermercados do Algarve apresentou, juntamente com os trabalhadores e fornecedores, um plano de viabilização que prevê a injeção 1,6 milhões de euros na cooperativa, permitindo dispensar o financiamento da banca e a reabertura gradual dos supermercados, começando com 27 lojas já a 1 de julho e as restantes a partir de setembro, já com nova insígnia.

A banca credora, onde se inclui o Millenium BCP, o BPI, a Caixa Geral de Depósitos e o BPN, analisaram o documento e, na altura, pediram vários esclarecimentos.

José Carlos Parreiro adianta que “essas questões estão a ser esclarecidas”, mas que, ainda assim, “reina o silêncio”.

A preocupação dos trabalhadores é partilhada pelos responsáveis do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP), que, segundo porta-voz dos trabalhadores, também estarão presentes hoje, às 15 horas, nas instalações da Fissul, em Silves.

Os próprios fornecedores que integram a comissão de viabilização da cooperativa irão reunir-se esta tarde, às 18:00, no mesmo local, para debater o momento atual das negociações.

“Isto preocupa-nos bastante, pois a banca não tem argumentos para se opor a uma proposta que dispensa financiamento e que resolve os empréstimos contraídos pelos trabalhadores ao BPN”, disse ainda.

O grupo de mais de 150 fornecedores propõe-se a converter em capital social cerca de 17 milhões de euros de créditos sobre o património do grupo em insolvência desde agosto de 2009.

Todos os supermercados da cadeia estão encerrados desde o início de maio, para não agravar a dívida de 80 milhões de euros, uma vez que a comissão de credores não foi capaz de encontrar consenso quanto ao projecto de viabilidade elaborado pela Deloitte. O maior credor, o Millennium BCP, aprovou o plano, mas a Caixa Geral de Depósitos alegou já ter “levado o seu nível de apoio até ao limite”.

A derradeira assembleia de credores está agendada para 30 de junho, pelo Tribunal de Silves.

JYT

Lusa/JA

***Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico***

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