ECONOMIA

Bancos fecham balcões e rescindem contratos

O Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas acusou esta semana algumas entidades bancárias de estarem a planear fechar balcões por todo o Algarve e dispensar trabalhadores, a maior parte deles por reforma antes de tempo ou mútuo acordo, antecipando o que estava previsto para 2021 “à boleia da situação pandémica que se vive”

“Em Novembro o Montepio Geral já fechou em Vale do Lobo e em Faro (Penha). Até fim do ano estão certo mais fechos no Algarve, na semana passada o EUROBIC encerrou portas em S. Brás de Alportel”, enunciou ao JA o coordenador da Secção Regional de Faro, daquele Sindicato afeto à UGT, José Manuel Martins.


A situação estende-se a todo o País mas “é particularmente grave no Algarve, sustenta o dirigente sindical, para quem “a Redução dos quadros de pessoal e o fecho de agências, era algo já pensado na banca para em 2021 ser executado, mas a vinda do covid-19, veio acelerar o processo”.


José Manuel Martins reconheceu que desconhece quais os números das reduções previstas, em pessoas e agências, mas sublinhou que, a nível nacional, fala- se que os principais bancos, irão querer “emagrecer” bastante: “O Banco Santander na ordem dos 1200 funcionários, o Millennium BCP, cerca de 1000 e o Montepio cerca de 800. Juntando a estas reduções de pessoal, há também a frisar o fecho de agências”.

José Manuel Martins, coordenador do Sindicato


“Basta de pressão sobre os bancários. Chega de fecho de agências e redução de bancários nas agências do Algarve, os limites estão atingidos. Os bancários precisam de tranquilidade para poderem desenvolver o seu trabalho”,  exige o dirigente sindical.


Ressalva contudo que não se trata de uma novidade no setor, já que nos últimos anos têm vindo a fechar várias agências, sobretudo no sotavento da região. Houve fechos nos concelhos de S. Brás de Alportel, Novo Banco, BPI, de Loulé, Millennium BCP, Crédito Agrícola, BPI, EUROBIC, BBVA, de Olhão Crédito Agrícola e Novo Banco de Vila Real de Santo António CGD e Millennium BCP, de Tavira Crédito Agrícola, e BPI de Faro, Santander, BPI, Millennium BCP, CGD, Crédito Agrícola de Alcoutim, Novo Banco, entre outros.


Como razões para a redução de pessoal e o fecho de balcões, o sindicalista aponta a evolução tecnológica, a transformação digital, a Internet e a criação das App´s. “Hoje, quase tudo pode ser feito, pelo telefone ou pelo PC”.


O dirigente sindical, algarvio apela a todos os colegas que sejam contactados pela entidade empregadora, com vista a qualquer proposta de rescisão de contrato por mutuo acordo ou para uma reforma antecipada, para não assinarem qualquer documentação sem aconselhamento jurídico e sindical.

João Prudêncio

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