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Comissão de utentes promove marcha lenta na EN125 no sábado

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A Comissão de Utentes da Via do Infante vai promover uma marcha lenta de viaturas pela EN125, no próximo dia 20 de janeiro (sábado), entre Portimão e Lagos, com partida pelas 16h00, junto ao Pavilhão Arena. “Novas ações de rua irão ter lugar nos próximos meses”, adiantam os utentes.

“A tragédia adensa-se no Algarve”, alerta a Comissão de Utentes da Via do Infante (CUVI), confrontada com o balanço da sinistralidade nas estradas algarvias em 2017.

Segundo a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), o ano passado fechou com 10.752 acidentes (média de 30 por dia), que resultaram na morte de 30 pessoas e 192 feridos graves.

“São mais 511 acidentes do que em 2016 (com 10.241 acidentes, 32 mortos e 162 feridos graves), e mais 1.262 do que em 2015 (com 9.490 acidentes, 37 mortos e 167 feridos graves)”, salienta a comissão de utentes, lamentando que a região tenha batido “mais um recorde, bastante negro”.

Segundo a CUVI, “embora o número de vítimas mortais tenha diminuído nos últimos dois anos, os feridos graves e acidentes aumentaram”. E ainda é preciso ter em conta que os dados incluem apenas os óbitos que tiveram lugar no local do acidente ou durante o transporte até à unidade de saúde, “o que significa que as vítimas mortais podem aumentar”.

“Portagens contribuem para agravar sinistralidade”

Por outro lado, a comissão apela às diferentes forças políticas que apresentem no parlamento novas propostas para abolir as portagens e adianta que vai reunir com diversas entidades políticas, económicas e sociais da região, onde se incluem a AMAL, Região de Turismo, ACRAL e NERA, assim como vai pedir audiências ao primeiro-ministro e ao Presidente da República para reunir com uma delegação alargada abrangendo elementos da CUVI, empresários, autarcas e outras entidades do Algarve.

Ao mesmo tempo, a Comissão de Utentes da Via do Infante reprova os recentes aumentos verificados em alguns troços da Via do Infante. “Embora os aumentos incidam apenas nos troços entre Tavira e Castro Marim, entre Boliqueime e Loulé e entre Mexilhoeira Grande e Alvor, são aumentos muito negativos e errados para a região”, sustentam os responsáveis, frisando que as portagens, “além de contribuírem para o agravamento da sinistralidade rodoviária, pois muitos condutores vão enveredar pela congestionada EN125, fazem aumentar as dificuldades para utentes e empresas”.

“EN125 não representa qualquer alternativa à Via do Infante”

“É preciso não esquecer que o PS prometeu reduzir o preço das portagens na A22 em 50%. Mas o que tivemos foi uma redução de apenas 15% e dois aumentos, nos inícios de 2017 e 2018. As portagens nesta via continuam a ser das mais caras a nível nacional. Mais uma vez o PS voltou a enganar o Algarve”, lamenta a comissão de utentes, para quem “os deputados e governantes do anterior governo PSD/CDS e do atual governo PS são os verdadeiros responsáveis pela continuação do sangrento ‘estado de guerra não declarado’ que se continua a viver no Algarve, a principal região turística do país”.

“Todos sabem que a EN125 não representa qualquer alternativa à Via do Infante, que é uma via muito mortífera, que numa parte ainda nem começou a requalificação (entre Vila Real de Santo António e Olhão), e que na outra parte (na zona do barlavento) as obras continuam e que a sua requalificação apresenta erros técnicos, potenciando assim os acidentes, e nada fazem para acabar com umas portagens erradas e mortais”, protesta a CUVI.

NC|JA

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