Contas da Feira da Serra geram polémica entre executivo e oposição

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O executivo da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, liderado pelo socialista Vítor Guerreiro, considerou “falsas” e “infundadas” as acusações, lançadas pelo PSD local, de falta de transparência nas contas da Feira da Serra.

A concelhia local do PSD tinha considerado “um completo choque” analisar as contas da Feira da Serra de 2017 e “constatar que houve um prejuízo de mais de 60%, o que equivale a mais de 133.000€ de prejuízo, sem contabilizar despesas indiretas com pessoal camarário, água, eletricidade entre outros”.

Além de pretender que a Câmara aumente o preço dos bilhetes para os não residentes, o PSD exige que seja apurado “para onde foi o valor da receita dos bilhetes da Feira da Serra 2017”.

“Nas contas existentes, relativamente à venda de bilhetes, figura o valor de 60.725€, quando o valor deveria ser de aproximadamente 122.500€, pois foi amplamente noticiado pelo executivo socialista da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, que a Feira da Serra 2017 contou com cerca de 35.000 visitantes. Ora, segundo os números divulgados pela autarquia e considerando o custo por pessoa de 3,5€, 122.500€ deveria ser o valor, aproximado, refletido na receita obtida pela venda de bilhetes”, explicam os sociais democratas.

Entretanto, o executivo socialista considerou que as acusações “são infundadas” e representam “um atentado ao bom nome do Município, dos seus trabalhadores, bem como de todos os participantes colaboradores, voluntários, patrocinadores e parceiros que ao longo de já 27 anos levam a cabo aquela que é a grande festa de todos os são-brasenses”.

“O número global de entradas na Feira da Serra contabilizado e divulgado pela Câmara Municipal é obtido através de uma estimativa que inclui, para além do número de ingressos vendidos, muitos milhares de visitantes com idades iguais ou inferiores a 10 anos, isentos de ingresso de entrada; todos os colaboradores, voluntários e participantes, igualmente isentos de ingresso de entrada, bem como todo os portadores de convite ou ingresso – oferta, disponibilizado pela Comissão Organizadora a um conjunto muito alargado de entidades parceiras no evento, conforme compromissos estabelecidos no âmbito do procedimento de patrocínio do evento; e a um vasto conjunto de entidades e personalidades que integram o protocolo local, regional e nacional da Câmara Municipal, procedimento comum a toda as instituições”, explicou o executivo.

A equipa liderada por Vítor Guerreiro esclareceu ainda que no número global de entradas “estão ainda contabilizadas as entradas mediante ingresso-oferta obtido nos diversos concursos realizados nos órgãos de comunicação social e outros parceiros”, e “em ações de promoção que a Câmara Municipal desenvolve, nomeadamente em feiras de turismo como a Bolsa de Turismo de Lisboa e eventos, como o recente Algarve Classic Cars”, bem como todos os bombeiros e elementos das forças e serviços de segurança, mesmo que não se encontrem em serviço, bem como representantes da comunicação social, devidamente identificados.

O executivo municipal reafirma que o investimento na Feira da Serra de São Brás de Alportel “é um investimento estratégico na dinamização da economia local e na consolidação e projeção do concelho ao nível da região e do país, com um retorno global, no presente e para o futuro. Um investimento assumido com responsabilidade pelo executivo municipal, em prol do desenvolvimento económico do concelho”.

E acrescenta que “os ‘lucros’ da Feira da Serra não se medirão jamais apenas em euros de receitas entradas na tesouraria da Câmara Municipal, mas sim na dinâmica dos diversos setores da economia local envolvidos, cada vez em maior número; no envolvimento cada vez maior dos jovens e no incentivo ao empreendedorismo e à inovação, a par da tão importante valorização das tradições e na transmissão de saberes e sabores para as jovens gerações”.

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