Domingos Viegas e o jovem Daniel Neves morrem em acidente de viação

Vila Real de Santo António e Castro Marim ainda estão em estado de choque, com a morte do nosso jornalista Domingos Viegas, de 49 anos e do jovem castro-marinense Daniel Neves, de 21. O primeiro teve morte imediata e o segundo, acabou por falecer no local do acidente.
O acidente ocorreu na manhã do passado dia 16, na estrada entre Vila Real de Santo António e Castro Marim, frente à Lezíria, num choque frontal entre as duas viaturas. Enquanto se aguarda pelo relatório da GNR e pelo resultado das autópsias para se perceber melhor a causa do acidente, uma testemunha ocular que seguia imediatamente atrás do carro do Daniel, disse ao nosso Jornal que a viatura conduzida pelo Domingos, uma Nissan NV200 vinha fora de mão, tendo o choque sido bastante violento apesar de nenhum dos dois carros vir, aparentemente, com excesso de velocidade. A testemunha referiu, ainda, que a Nis-san tombou com o choque e vinha deslizando na sua direção, o que o obrigou a travar a fundo e a desviar-se para a outra faixa, para não ser colhido.
As duas mortes causaram grande consternação e os dois funerais constituíram profundas manifestações de pesar.
Nós próprios ainda não conseguimos acreditar que esta tragédia aconteceu. Estamos muito chocados e tristes pela perda de duas vidas e pelo drama que as famílias estão a viver. O Domingos Viegas trabalhava connosco há mais de 20 anos e o Daniel, foi um jovem que conhecemos enquanto aluno, porque fez uma formação prática na nossa outra empresa de Castro Marim, no âmbito da conclusão do 9º ano. Dele tínhamos a melhor impressão, como aluno e como pessoa. Os amigos tinham nele uma pessoa querida e solidária. Sabemos que era um bom filho e um bom irmão. Muito trabalhador. Dirigia-se para uma aula de formação quando a morte o surpreendeu naquela fatídica manhã. O seu altruísmo estava bem patente nas funções de nadador-salvador que exercia no verão nas praias do seu concelho.
Acompanhamos a família enlutada na sua profunda dor. Ficámos muito tristes e chocados com esta morte que ceifou uma vida na flor da idade. Infelizmente a morte não escolhe dia nem hora. Apanha-nos quando menos esperamos. Uma grande injustiça!
O Domingos foi um jornalista que nasceu e se fez no próprio Jornal. Um profissional sério e muito competente. Para além das grandes qualidades como jornalista era um grande ser humano. Não o conheci em conflito com ninguém. Era um jornalista muito equilibrado que fugia ao sensacionalismo. Tinha interiorizado bem a nossa escola que era a do José Barão. Norteava-se pelos princípios e valores do verdadeiro regionalismo, do rigor e da verdade. Para ele, como tinha sido para José Barão, o Jornal do Algarve embora localizado fisicamente no extremo mais oriental do Algarve, era uma voz que se tinha que fazer ouvir, sempre, em toda a Região. E esta continua a ser a nossa matriz, quando esta-mos à beira de completar 62 anos de edições semanais ininterruptas.
O Domingos morreu ao serviço do Jornal que ele amava e pelo qual não regateava esforços nem sacrifícios. Graças a ele e a toda a restante equipa que luta diariamente pela sua sobrevivência, em tempos que não têm sido nada fáceis, é que o Jornal do Algarve continua a sair regularmente todas as semanas, quando a maioria dos outros órgãos já deixaram de se editar, passaram só para online ou reduziram o número de edições.
Obrigado Domingos. Podes ter a certeza que enquanto tivermos forças seguiremos o teu exemplo. Uma palavra muito sentida para toda a família, a quem apresentamos as nossas mais sentidas condolências.
Nunca serás esquecido. Até sempre!

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