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Eurogrupo e Atenas já falam ao telefone. E há vontade “de trabalhar rápido”

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Há um ponto de partida que parece ser comum ao Eurogrupo e ao novo governo de Alexis Tsipras: a continuidade da Grécia no Euro. Para o presidente do Eurogrupo, esta é uma “ambição” que já lhe foi confirmada por Yanis Varoufakis, professor na Universidade do Texas, que deverá vir a ser o novo ministro das Finanças de Atenas.

Numa conversa telefónica, esta segunda-feira de tarde, o ministro grego terá também comunicado a Jeroen Dijsselbloem a “vontade de trabalhar rápido” com os restantes parceiros da moeda única. Segundo o diário grego “Kathimerini” e a agência Reuters, a pasta das Finanças será entregue ao académico Yanis Varoufakis.

Em aberto permanecem muitas outras questões: sobre a extensão do programa de assistência grega e sobre uma nova renegociação da dívida, que Alexis Tsipras prometeu na campanha eleitoral.

Questionado esta segunda-feira de manhã sobre um perdão da dívida grega, Dijsselbloem respondeu: “Não acho que haja muito apoio para isso no seio do Eurogrupo”. Mas no final da reunião de ministros das Finanças da zona euro, em Bruxelas, preferiu não fazer grandes comentários sobre o futuro. “Há muito pouco que possa dizer pela simples razão de que o novo governo ainda não entrou em funções”.

A mesma cautela aplica-se a uma eventual extensão do programa de ajustamento grego, que deverá terminar a 28 de fevereiro. O ministro das Finanças holandês disse que o assunto terá de ser debatido com Atenas e que “depende muito das ambições” do novo Executivo. Sem existir um pedido formal do Governo grego, o novo alargamento do prazo não poderá ser discutido.

Em Bruxelas, Dijsselbloem reiterou ainda a vontade “não deixar sair nenhum” dos 19 países da zona euro. Mas a sua ambição passa por todos respeitarem “as regras e os compromisso assumidos”.

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