COVID-19

Fenprof diz que há surtos de covid-19 em 13 escolas algarvias

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) publicou hoje uma lista com todas as 122 escolas a nível nacional com casos positivos de covid-19, 13 delas localizadas no Algarve.

Faro e Portimão somam um maior número de escolas com surtos de covid-19, três em cada concelho, seguidos de Vila Real de Santo António com duas.

Em Faro, existem surtos de covid-19 na Escola Secundária Pinheiro e Rosa, EB 2,3 Afonso III e no Agrupamento de Escolas João de Deus, enquanto que em Portimão os casos foram reportados no Agrupamento de Escolas Nuno Mergulhão, Poeta António Aleixo e na EB Coca Maravilhas.

Em Vila Real de Santo António foram detetados casos positivos de covid-19 nos Agrupamentos de Escolas D. José I e na Escola Secundária da cidade.

No região foram reportadas infeções no Jardim de Infância da Ameixeira em Lagos, na creche da Fundação António Aleixo em Quarteira, no Jardim de Infância de Moncarapacho em Olhão, na Escola Secundária Jorge Augusto Correia em Tavira e no Agrupamento de Escolas de Castro Marim.

A maioria dos estabelecimentos “ainda tem casos ativos”, ou seja, haverá pelo menos 61 surtos em escolas, segundo informação avançada hoje pela Fenprof, que poe em causa os dados avançados pela Diretora-Geral da Saúde que, na quarta-feira, disse existirem 23 surtos.

“Nestes 122 estabelecimentos, a maioria ainda com casos ativos, o número de infetados é superior a um (1), pelo que se estranham as contas da DGS, que apenas identifica 23 surtos em escolas do país, pois parecem não respeitar o que dispõe o documento “Referencial para as escolas 2020””, alerta a Fenprof.

A Fenprof voltou a criticar a forma como as autoridades estão a lidar com a pandemia, lembrando que existem medidas distintas entre escolas mas que, por norma, a pessoa infetada é colocada em isolamento profilático. No entanto, “todos os que, com ela, partilharam espaços continuam a deslocar-se às escolas, sem que seja realizado qualquer teste”.

A Fenprof lembra que mesmo quando os professores têm turmas a cumprir quarentena, estes “têm de se manter ao serviço sem realizarem qualquer teste”. 

A federação exige ao Ministério da Educação que divulga “a lista de estabelecimentos em que já houve ou existem casos de covid-19 e quais os procedimentos adotados em cada um deles”, dando 10 dias à tutela para disponibilizar essa informação, caso contrário “recorrerá aos tribunais”.

Das 122 escolas afetadas com casos positivos de covid-19, 106 são públicas e 16 são privadas.

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