“Férias Cirúrgicas” aliam tratamentos médicos a estadias em hotéis

Um hotel de luxo na Quinta do Lago está a transformar-se num espaço que é escolhido por portugueses, ingleses e holandeses para recuperarem de tratamentos oncológicos, cirurgias estéticas ou receber tratamentos médicos no quarto.

Há quatro hospitais privados no Algarve – dois do grupo HPP, da Caixa Geral de Depósitos, e dois do grupo algarvio Hospital Particular do Algarve -, localizados em Faro, Lagos e Alvor, que estão a apostar no “Turismo de Saúde” e “Férias Cirúrgicas” através de parcerias com hotéis.

Tratam-se de dois conceitos que aliam “serviços médicos de qualidade” ao “clima agradável e às paisagens idílicas do Algarve” em que os pacientes e familiares podem ficar alojados em hotéis graças a parcerias com a rede hoteleira local, lê-se no sítio da Internet de uma destas unidades hospitalares.

Os hospitais proporcionam ainda uma espécie de “serviço ao domicílio”, mas neste caso levam o serviço médico, de ambulância, ou de enfermagem ao próprio quarto do hotel, com personalização no atendimento.

Entre 20 a 30 por cento dos pacientes do recentemente inaugurado Hospitalar Particular do Algarve são estrangeiros e procuram o serviço do turismo de saúde.

Nos hospitais de Santa Maria de Faro e São Gonçalo de Lagos, onde se realizam mais de 3000 cirurgias por ano, há também uma grande percentagem de clientes internacionais que escolhem aquelas unidades para a realização de intervenções cirúrgicas e diversos cuidados de ambulatório.

A maior fatia dos pacientes que adere às férias cirúrgicas vêm de Inglaterra, Holanda e Alemanha onde os tratamentos médicos no privado são entre 30 a 50 por cento mais caros que em Portugal, país que oferece a mesma qualidade de serviço a preços mais competitivos.

Os estrangeiros que aderem ao turismo de saúde são principalmente pessoas idosas que “procuram resolver problemas relacionados com a idade e envelhecimento” e cujos tratamentos são de difícil acesso no Serviço Nacional de Saúde dos países de origem ou cujos tratamentos médicos são excessivamente caros nos privados.

Liv Steimler, 58 anos, inglesa, e com casa de férias no empreendimento de luxo da Quinta do Lago explicou à agência Lusa que lhe foi diagnosticada uma hérnia discal há cerca de um mês e que optou por ser intervencionada no Hospital Particular do Algarve que lhe oferece um serviço médico de qualidade, num clima ameno e com preços mais acessíveis.

Mas há também uma fatia de doentes na faixa etária entre os 30 e os 40 anos de idade que também faz férias cirúrgicas e que procuram, principalmente, cirurgias estéticas, como a redução ou aumento da mama, lipoaspirações, ‘face lifts’ ou ‘peelings’.

Há também muitos pacientes portugueses que chegam ao Algarve para se tratar e tirar uns dias de recuperação em ambiente de férias.

Chegam principalmente do Norte de Portugal, Lisboa e do Alentejo e gostam do anonimato, revela Paulo Sousa, diretor clínico do novo Hospital Particular do Algarve, edificado estrategicamente perto do Aeroporto Internacional de Faro.

Há ainda um conjunto de mães estrangeiras, principalmente inglesas, que optam por vir ter os filhos ao Algarve, juntando o apoio médico ao familiar, visto que têm os progenitores a morar parte do ano no Algarve, num regime de segunda residência.

Todas as áreas médicas, desde implantes dentários, passando pela urologia para tratar cálculos renais ou hipertrofia da próstata entram nos pacotes das “Férias Cirúrgicas”.

O Hospital Particular do Algarve está também a desenvolver uma Unidade de Cuidados Oncológicos e Paliativos.

“Alguns doentes oncológicos ou que precisam de cuidados paliativos em fase terminal da sua vida escolhem o Algarve para passar os últimos dias com o conforto necessário”, conta Paulo Sousa, médico de cirurgia geral.

As pessoas que se deslocam ao Algarve para fazer intervenções cirúrgicas e que queiram recuperar numa unidade hoteleira também o podem fazer, pois várias já estabeleceram protocolos que permitem ter serviço médico no quarto do hotel.

A melhor forma de captar pacientes surge pelo famoso “boca a boca”, ou seja pessoas que já foram tratados cá no Algarve e que reencaminham familiares ou amigos dos países estrangeiros, refere a fonte do Hospital Particular.

Outra forma de divulgar os pacotes do turismo de saúde disponíveis é através dos médicos do hospital, onde parte do “staff” são profissionais internacionais que trabalham na Europa e que propõem aos pacientes serem tratados Algarve, por exemplo, de uma cirurgia de obesidade mórbida.

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