Hospital de Faro: Cirurgiões iniciam greve às horas extras

Em 2006, a Unidade de Radioterapia em Faro estancou a deslocação de doentes para Lisboa. Agora, a situação repete-se com a falta de um equipamento cuja necessidade foi identificada há seis anos

Os cirurgiões do hospital de Faro recusam fazer horas extras, a partir de amanhã, na sequência de uma degradação das condições do serviço, denunciadas num abaixo-assinado que fizeram chegar à administração do hospital.
Os cirurgiões queixam-se da “sistemática inexistência de camas para internamento de doentes urgentes” da “recorrente ausência de acesso ao bloco operatório num tempo considerado ótimo” e dos “sistemáticos entraves à realização de exames complementares de diagnóstico”, situações que não lhes permite tratar convenientemente os doentes.
A ministra da Saúde, Marta Temido, em declarações na comunicação social, desvaloriza as consequências desta greve dos cirurgiões e diz que o serviço será assegurado por médico externos.
O PSD Algarve, por seu turno, considera justas, em nota de imprensa, as razões que levam os médicos a essa recusa às horas extras, concordando que eles não dispõem de condições mínimas para realizar as suas funções, o que “constitui uma amputação básica do direito à saúde, a qual está rigorosamente em linha com a apreciação que o PSD Algarve tem feito, bem como com os inúmeros episódios que são de conhecimento público”.
Os social-democratas algarvios apelam a que seja possível encontrar uma solução que não desguarneça o Hospital de Faro e que seja definida como prioridade nacional.

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