Irão tem mais do que um caminho para a bomba nuclear

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Imagens divulgadas pelo jornal “The Telegraph” mostram uma fábrica no Irão que produz água pesada, que é utilizada para desenvolver bombas nucleares. Será um plano B do país.

O receio do Ocidente face à ameaça nuclear do Irão não é em vão. Segundo o diário britânico “The Telegraph”, o país tem um plano B para desenvolver bombas nucleares, através de uma fábrica que produz água pesada para operar um reator nuclear e criar plutónio, que é usado no fabrico de bombas.

A unidade está situada em Arak, a 241 quilómetros a sudoeste do Teerão, e divide-se em duas áreas: a zona da produção da água pesada e a zona do reator nuclear.

As imagens divulgadas pelo jornal mostram mesmo uma nuvem de vapor, que denuncia a produção de água pesada. “O vapor de água indica que a fábrica de água pesada está em funcionamento e a sua defesa aérea é muito suspeita”, explicou Stuart Ray McKenzie, membro do Serviço de Inteligência.

A fábrica está sob forte proteção, com misséis aéreos e artilharia pesada, sobretudo na zona oeste das instalações, mais vulnerável a possíveis ataques, segundo o jornal.

Teerão fala em fins pacíficos

Os inspetores da Agência Internacional da Energia Atómica (OIEA) estão impedidos de aceder às instações da fábrica há 18 meses, embora tenham conseguido recolher informações sobre a unidade. O que estas imagens mostram de novo é que a unidade está em atividade.

A revelação vem também aumentar a tensão em Israel, que receia que esta ameaça possa dar origem a mais ataques no seu território pelos militantes do Hizbollah.

Já o Governo iraniano garante que as instalações nucleares são apenas utilizadas para fins pacíficos, mas os países do Ocidente continuam a recear que o Teerão esteja a desenvolver uma arma nuclear.

Nos últimos dois dias, o Irão e o grupo 5+1, constituído pelos Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido, França e Alemanha, estiveram em negociações sobre o programa nuclear iraniano. As potências querem que o Irão abrande o enriquecimento de urânio e encerre as instalações de Fordo, oferecendo como contrapartida o fim de algumas sanções contra o país.

Liliana Coelho (Rede Expresso)
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