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Jovens licenciados à procura de trabalho em aldeia espanhola

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Dezenas de jovens portugueses estão à procura de trabalho em Espanha, mais propriamente no pequeno município de Trabanca, onde a autarquia abriu concurso para 64 lugares, numa aldeia que tem pouco mais que 250 habitantes.

José Luís Pascual, alcaide da pequena aldeia junto ao Douro Internacional, diz à Lusa que o objetivo “é dinamizar a zona rural da fronteira de Castela e Leão com Portugal” e, ao mesmo tempo, “revitalizar a população da aldeia que está numa área economicamente deprimida”.

A oferta é tão tentadora que o número de candidatos à meia dezena de empregos superou os 6700, do quais alguns portugueses, revelou o autarca espanhol.

Há quem se proponha fazer mais de 800 quilómetros para agarrar a oportunidade, como Ana Leal, de 21 anos, licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade do Algarve.

Em Trabanca, a recém licenciada afirma à Lusa que se trata de “uma oportunidade de trabalho” já que “a situação laboral em Portugal esta mal”.

Ana Leal deslocou-se de Faro a Trabanca, uma viagem que considerou “ uma aventura” e que “valeu a pena porque se trata uma oportunidade de trabalho na sua área”.

A intenção é conseguir o emprego e fixar-se na cidade mais próxima que é Salamanca porque há “ outra vida social”.

Os candidatos são oriundos de regiões que vão desde o norte de Espanha ao sul de Portugal, como é o caso de Sérgio Reixa, professor de desporto, oriundo de Miranda do Douro: “ Venho à procura de uma carreira profissional já que no meu país não tenho essa oportunidade”.

As vagas serão preenchidas em actividades que vão desde as novas tecnologias, passando pela preservação do meio ambiente, até à assessoria empresarial, enologia turismo ou veterinária.

José Luis Pascual está convencido de que “contratando profissionais qualificados se possa fixar mais população e, ao mesmo tempo, criar riqueza”.

O alcaide de Trabanca revelou que “os contratos de trabalho terão início este mês prolongando-se até ao final do ano”.

No entanto, acrescenta que “fica em aberto a possibilidade de renovação do contrato laboral”, sendo que “cada uma dos jovens poderá usufruir de cerca de 1600 euros de vencimento ilíquido para uma carga horária de 40 horas semanais”.

AL/JA

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