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Lagos revive costumes e gastronomia dos Descobrimentos

A sexta edição do Festival dos Descobrimentos vai fazer Lagos recuar 550 anos, até ao período em que os portugueses se atreveram a desafiar os “mares nunca antes navegados” e deram “novos mundos ao mundo”.

O evento inclui uma feira quinhentista, desfiles históricos, espetáculos musicais e animação de rua, entre outras iniciativas. Uma das grandes atrações deste ano é também a realização de um roteiro gastronómico, onde os restaurantes do município apresentam pratos típicos da época, desde os mais tradicionais aos mais exóticos.

Uma viagem no tempo até ao período áureo dos Descobrimentos é o desafio lançado pela autarquia de Lagos, que organiza, entre os dias 24 de outubro e 14 de novembro, a sexta edição do Festival dos Descobrimentos.
Este ano, a feira regressa ao centro histórico, depois de a anterior edição ter sido realizada, em maio de 2008, no Parque Júdice Cabral (Parque das Freiras).

O evento propõe uma viagem de regresso ao passado, através da recriação das tradições e costumes da sociedade portuguesa nos séculos XV e XVI, sendo que o tema central de 2010 é “550 Anos – Henrique, o Navegador”.

“A ideia é mostrar ao mundo o que se fazia, o que se pensava, e como se vestiam, alimentavam e divertiam os nossos antepassados”, realça a câmara municipal.

Uma feira quinhentista, desfiles históricos com milhares de figurantes na Avenida dos Descobrimentos, espetáculos de música e um colóquio, são algumas das atividades promovidas pela autarquia durante o Festival dos Descobrimentos, que integra ainda exposições, visitas à caravela Boa Esperança, concurso de montras e atividades desportivas.

No festival também não vai faltar muita animação de rua, com teatro, música, danças africanas e do ventre, torneio a cavalo, mostra de armas, contadores de histórias e manipuladores de fogo, entre muitas outras personagens do período das descobertas.
Durante os 22 dias do evento, os visitantes podem ainda contar com a presença de várias tendas de artesãos e doceiras.

A realização de um roteiro gastronómico, com a participação de diversos restaurantes do concelho de Lagos, é outra das grandes atrações do evento.

“O objetivo é dinamizar o setor da restauração e dar a provar, aos respetivos clientes (residentes e visitantes), receitas tradicionais e sabores mais exóticos, através da apresentação de ementas alusivas à Época dos Descobrimentos”, adianta a autarquia, garantindo que “os pratos serão confecionados com os produtos oriundos ´dos quatro cantos do mundo´ e que, hoje em dia, se encontram, em grande parte, perfeitamente enraizados nos nossos hábitos alimentares”.

Sabores e ingredientes exóticos

Neste roteiro gastronómico, que decorre a partir de 29 de outubro e se prolonga até ao final do festival (14 de novembro), os estabelecimentos participantes prometem apresentar um conjunto de ementas e pratos típicos da época, com sabores e ingredientes exóticos.

O roteiro tem assim em conta as viagens marítimas que os portugueses fizeram pelo mundo há mais de quinhentos anos, e que deram a descobrir novas terras, povos, culturas e, também, novos alimentos.

“Mais de cinco séculos depois, a Câmara Municipal de Lagos volta a lançar o desafio de relembrar e conhecer esse período histórico marcante na evolução da humanidade e compreender o papel importantíssimo desta cidade algarvia em todo esse processo de revolução económica, social e cultural, bem como a figura marcante do Infante Dom Henrique”, salienta a autarquia, concluindo que o Festival dos Descobrimentos é “um grande momento de promoção da identidade histórico-cultural de Lagos”.

Todas estas iniciativas vão prolongar-se até 14 de novembro, período em que se assinala a celebração dos 550 anos sobre a morte do Infante D. Henrique.

Nuno Couto / Jornal do Algarve

3Comentários

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  • Diz a peça o seguinte, e passo a transcrever: «[…] receitas tradicionais e sabores exóticos alusivas à Época dos Descobrimentos» garantindo a autarquia!… «[…] que os pratos serão confeccionados com os produtos oriundos dos quatro cantos do mundo, e que hoje em dia, se encontram, em grande parte, perfeitamente enraizados nos nossos hábitos alimentares.»

    Então se estes pratos se encontram enraizados nos hábitos alimentares, qual é a originalidade que têm para apresentar os restaurantes da zona? Tautologia desnecessária, feita por quem nada percebe de gastronomia e se pôe a perorar em seara alheia.

  • O Concelho de Lagos, incrementou os empresários sediados na sua área de jurisdição com mais um imposto (derrama) para fazer face aos seus compromissos.

    Quer dizer: não tem dinheiro para solver a tempo e horas os encargos assumidos, mas já tem dinheiro para uma política de foguetório.

    Quanto é que a Câmara de Lagos vai pagar à empresa que organiza essa palhaçada dita de medieval?

    Eu sei que é muito dinheiro, por duas razões: uma porque não vai retirar quaisquer benefícios de retorno em termos de mais valias provindas do turismo, que está mal, e em fim de temporada; outra porque em termos de autarquia, é suficientemente caro para ser amortizável, nem que fosse em termos de imagem e originalidade que não tem, porque começa a ser um déjà-vu desgastado por outras câmaras, acrescendo ainda a falta de ideias novas em gastronomia, que os restaurantes da terra não têm vocação de pesquisa histórica, para se tornarem originais de molde a que os gastrónomos dignos desse nome se desloquem a Lagos para degustar tais esculências propagandeadas, num mau serviço à arte de bem cozinhar imaginativamente.

    Portanto dos maus serviços prestados ao público que eventualmente, possa embarcar nestes arraiais de enganar o zé-povinho.

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