POLÍTICA

Luís Gomes critica atrasos na informação do IPMA

Luís Gomes
.Luís Gomes

Luís Gomes, antigo presidente da Câmara de Vila Real de Santo António e candidato àquele cargo nas eleições de 26 de setembro pelo PSD, criticou hoje os atrasos “de mais de uma hora” com que são disponibilizados os dados do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

“Num momento em que o país está sob o efeito de uma depressão, as imagens de satélite apresentam atrasos de aproximadamente 90 minutos o que impossibilita que os órgãos competentes se preparem atempadamente”, sustenta Luís Gomes em nota de Imprensa.

“As autoridades necessitam da melhor informação e em tempo útil. Quando há um atraso tão acentuado como aquele a que agora assistimos podemos estar a condenar a população a sofrer consequências que ninguém deseja. Hoje, o IPMA fornece dados de radar com cerca de 90 minutos de atraso, o que significa que quando esses dados chegarem ao conhecimento dos agentes de proteção civil já será demasiado tarde”, defende Luís Gomes, também professor da Universidade do Algarve.

Segundo o candidato, “num período em que a incerteza meteorológica é cada vez mais uma preocupação e as alterações climáticas são uma realidade a que o Homem terá que se habituar até que as melhores decisões possam surtir efeito, há mecanismos que podem ajudar a sociedade a estar mais bem preparada”.

“A tecnologia está cada vez mais avançada e a meteorologia não é exceção, aliás conseguimos hoje prever como estará o estado do tempo nos próximos 30 dias. Precisamos que o mesmo aconteça quando as condições são mais adversas, e sabemos, hoje, que serão cada vez mais frequentes e mais intensas. No inverno, sobretudo, os decisores precisam da melhor informação e precisam que essa informação seja instantânea sob pena de tomarem decisões com base em informação ultrapassada”,adverte Luís Gomes.

Esta terça-feira, Luís Gomes enviou uma comunicação ao Presidente do IPMA onde mostrou as suas preocupações e pediu que sejam tomadas medidas que permitam a disponibilização atempada de informação, para que os agentes de proteção civil, tanto a nível local, como nacional, “possam tomar as melhores decisões para proteger a população”.

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