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Mais de 11 pessoas caem no desemprego por dia na região

Em apenas um ano, o número de desempregados na região algarvia cresceu bem acima dos quatro mil. O que significa que mais de 11 pessoas ficaram por dia no desemprego desde julho de 2009 até ao mesmo mês de 2010! E, em apenas dois anos, os números revelam que há mais quase 13 mil desempregados na região.

Ao longo dos últimos doze meses, na região do Algarve, caíram no desemprego mais 4.175 pessoas, o que equivale a uma média de 11,4 novos desempregados por dia desde julho de 2009!

Embora a taxa de desemprego tenha baixado 1,4 por cento em relação ao trimestre anterior, como consequência do reanimar das atividades ligadas ao verão, voltou a aumentar mais 3,2 pontos percentuais em termos homólogos, fixando-se agora nos 12,2 por cento, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Isto quer dizer que as estatísticas contabilizam agora mais de quatro mil pessoas sem trabalho em apenas um ano, elevando assim para 21.238 os desempregados inscritos nos centros de emprego do Algarve.

Os números são ainda mais expressivos quando comparados com julho de 2008, quando estavam inscritos nos centros de emprego algarvios pouco mais de 8.300 pessoas. Desde então, mais 12.882 pessoas perderam o emprego e estão agora no desemprego!

Em termos nacionais, o Algarve é novamente a região que registou a maior subida no número de inscritos em julho, em termos homólogos, apesar da descida mensal que se verificou em quase todas as zonas do país.

De acordo com os dados divulgados na semana passada pelo INE, o Algarve tinha em julho mais 24,5 por cento de inscritos. Além disso, o volume de ofertas de emprego disponíveis até ao final do mês desceu de 1.437, em 2009, para 1.383, em 2010 (menos 3,8 por cento).

Piores valores das últimas décadas

Entretanto, os sindicalistas já reagiram a estes números, salientando que se tratam dos piores valores de desemprego registados no Algarve nas últimas décadas.

De acordo com um comunicado da União dos Sindicatos do Algarve (USAL), que cita dados do INE, o problema do desemprego já atinge valores “jamais atingidos”.

Numa época em que o desemprego tende a diminuir devido ao turismo, “são legítimas as piores expetativas quanto à situação económica e social do Algarve para o próximo semestre”, diz a USAL.

Nesse sentido, a união de sindicatos defende a criação de um plano regional articulado de combate à crise e ao desemprego, insistindo para que o Governo “tome a iniciativa” de dialogar com os parceiros na região.

A agravar a situação, sublinha a USAL, está o previsível encerramento de “múltiplas micro e pequenas empresas” até ao final do ano na região, o que pode conduzir a que a atual crise tome ainda contornos mais graves.

Nuno Couto/Jornal do Algarve

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