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Monte Gordo: Marcelo não vê “nenhuma razão” para o Algarve ser prejudicado

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O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse esta segunda-feira à noite, em Monte Gordo, que “não há nenhuma razão” para o Algarve ser prejudicado por causa da pandemia de covid-19.

Marcelo Rebelo de Sousa falava no âmbito de um jantar de trabalho com os presidentes dos municípios algarvios e associações empresariais no restaurante “Dona Bela”, em Monte Gordo. O convite partiu da presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, Conceição Cabrita e foi estendido pelo presidente da República aos outros autarcas e entidades representativas do setor, no sentido de se impulsionar o turismo na região durante o Verão e promover o Algarve como um destino seguro e atrativo.

“Devemos puxar pelo Algarve rápido, para ir produzindo efeitos este ano, já”, defendeu o presidente da República em declarações aos jornalistas, no passadiço da praia de Monte Gordo, acrescentando que os autarcas algarvios “têm ideias” e quis “ouvi-los a todos”, pessoalmente.

Segundo o presidente, agora é o momento “de olhar para a frente” e de lutar pelo turismo “que venha de outras origens interessantes e importantes que podem vir e que vão definir posições nos próximos dias” e considera que é preciso “puxar pelo turismo português e, naturalmente puxar por mais turismo estrangeiro” para o Algarve.

“Agora temos de olhar para o futuro e vamos ver onde é que podemos dar a volta a isto, porque o Algarve merece”, além da região ter “uma qualidade excecional”, nomeadamente na “condição de saúde pública” e “até em termos comparados com outras regiões e outros países”, referiu.

Em relação à exclusão de Portugal dos corredores aéreos do Reino Unido, Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou que o Governo britânico “disse que iria reponderar ainda em julho” sobre a matéria.

Segundo o presidente da República, os turistas estrangeiros “têm de vir cá” e têm de ser recuperados “ao longo do verão”.

“Estarei ao longo de várias semanas, durante o verão, correndo o Algarve, sempre que tiver um tempinho para vir cá e voltar”, disse o presidente, salientando características da região algarvia como o “clima favorável e muito acolhedor até muito tarde”.

Marcelo Rebelo de Sousa teve ainda tempo de recordar a sua experiência como professor em Faro, destacando os “bons dias no Algarve” que passou no inverno.

Para Conceição Cabrita, presidente da Câmara Municipal de VRSA, este encontro teve como objetivo principal “deixar a mensagem de que a região é um destino seguro e está pronta para receber, com condições de segurança, todos os que já escolheram ou ainda vão escolher o Algarve como destino de férias”.

O presidente da República com a anfitriã, Conceição Cabrita

“Tenho a certeza de que os municípios do Algarve estão à altura de responder a este desafio, pelo que teremos o maior prazer em receber todos os portugueses de braços abertos. A melhor forma de contornarmos os efeitos negativos da Covid-19 na economia da região é escolher o Algarve como destino de férias”, reforçou a autarca.

Para Conceição Cabrita, a recente abertura da fronteira com a vizinha Espanha representou “um sinal muito positivo”, em especial para o concelho de Vila Real de Santo António, dada sua proximidade com a Andaluzia, mas alertou ao Presidente da República “que é necessário estabilizar o corredor aéreo com a região e voltar a trazer ao Algarve o mercado turístico internacional, sobretudo Europeu, que é também um dos motores da economia da região”.

Antes do início do jantar, o presidente da República solicitou a vários pedidos de populares que estavam no local, para as habituais selfies.

No jantar de trabalho participaram todos os autarcas algarvios, com exceção da presidente da Câmara Municipal de Silves, Rosa Palma, ausente devido ao incêndio que deflagrou na tarde de segunda-feira no concelho. Participaram também a Região de Turismo do Algarve e a AHETA.

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