Obama e Romney ignoram crise europeia

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Programa nuclear iraniano e combate ao terrorismo dominaram o terceiro e último debate presidencial entre Barack Obama e Mitt Romney, que a duas semanas das eleições americanas permanecem empatados nas sondagens.

No terceiro e último debate televisivo, os candidatos às presidenciais americanas discutiram a ameaça nuclear iraniana, a guerra civil na Síria e a instabilidade no Médio Oriente, mas ignoraram a crise europeia, que continua a pôr “Wall Street” com os nervos em franja, devido ao risco de contágio à economia dos Estados Unidos.

Barack Obama explicou que a maior ameaça contra os EUA é o terrorismo islâmico enquanto Mitt Romney apontou o dedo ao programa nuclear iraniano.

O candidato democrata usava a autoridade de comandante-em-chefe, falando com maior à vontade sobre os assuntos internacionais.

E quando Romney se queixou de que a América tem hoje o número mais baixo de navios de guerra desde a década de 40 do século passado, o chefe de Estado americano respondeu com recurso ao sarcasmo: “nós hoje temos estas coisas chamadas porta-aviões, onde os caças podem aterrar. A questão é que isto não é um jogo de batalha naval, nem uma simples contagem de navios”.

Em vários momentos do debate, o candidato conservador confessou que teria tomado as mesmas decisões de Barack Obama, nomeadamente no que se refere à política de sanções contra o Irão, o programa de ataques com aviões não tripulados (drones), no âmbito da guerra global contra o terrorismo, e a operação que culminou com a morte do ex-chefe da Al-Qaeda Osama Bin Laden.

Candidatos repetem promessas

Com as eleições a cerca de duas semanas, ambos os candidatos aproveitaram alguns momentos para desviar o debate para a política interna e, especialmente, para a Economia, o principal assunto de campanha, segundo a maioria dos americanos.

Romney repetiu a promessa de criar 12 milhões de empregos em dois mandatos, enquanto Obama recordava os avanços na área da saúde, com a reforma do sistema nacional, e da educação, devido ao aumento dos investimentos na investigação e contratação de professores.

Português rejubila com atuação de Obama

Em Chicago, o diretor de sondagens da campanha de Obama, o luso-descendente David Simas, rejubilava com a atuação do líder democrata: “Má noite para Romney. Até Glenn Beck (popular apresentador de televisão, conotado com a extrema-direita) pergunta se vale a pena votar”.

O debate de ontem à noite surgiu numa altura em que ambos os candidatos estão empatados na maioria das sondagens, inclusivamente em alguns dos chamados “Swing States” (estados com eleitorado maioritariamente centrista, que oscila entre o Partido Republicano e o Partido Democrata em diferentes ciclos eleitorais).

Ricardo Lourenço (Rede Expresso)
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