Petrolíferas de olho no Algarve

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Partex quer juntar-se à Repsol na concessão da costa algarvia.

A empresa da Fundação Gulbenkian está a negociar a entrada no consórcio que tem a concessão para a pesquisa de gás natural no Algarve.

Segundo avançou na segunda-feira o Diário Económico, a Partex pode vir a juntar-se à Repsol na prospeção de gás natural no Algarve.

Atualmente, a Repsol é a única acionista dos blocos 13 e 14, a 50 quilómetros da costa algarvia, depois de ter comprado, no início deste ano, os 30 por cento que pertenciam à RWE.

Tal como o JA avançou no final de maio, a Repsol vai investir cerca de 65 milhões de euros nos próximos três anos, no projeto de exploração petrolífera ao largo do Algarve, mais concretamente nas suas concessões “Lagosta” e “Lagostim”, localizados entre Faro e Vila Real de Santo António.

A primeira etapa dos trabalhos, que consistiu na recolha de dados geofísicos em três dimensões, foi concluída mais cedo que a data inicialmente prevista, em maio.

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“Até agora, apenas foi feita uma espécie de ecografia ao fundo do mar. A partir de agora é que vamos olhar para os dados e ver qual a zona de reservatório mais indicada para fazer um furo, o que só deverá acontecer em 2014”, disse na altura ao JA António Martins Vitor, diretor de comunicação e relações externas da Repsol.

Segundo o responsável, só então a empresa espanhola vai proceder a um novo período de análise dos dados, “desta vez com amostras reais, e voltamos a fazer mais furos de sondagem”.

Terminado todo este processo, a petrolífera espanhola – que já explora gás natural na bacia do Cádis – vai tomar uma decisão e avançar com a exploração de hidrocarbonetos (gás natural e/ou petróleo) propriamente dita.

“Se tudo correr bem, tudo isto deverá demorar dez anos. Por isso, ainda temos de esperar para ver”, adianta, acrescentando que está “confiante” nos resultados das perfurações na costa algarvia.

Repsol alimenta expectativas

Há vários anos que a Repsol alimenta elevadas expectativas em relação a grandes descobertas na nossa região, até porque existe uma correlação muito forte da bacia do Algarve com a bacia de Cádis, em Espanha, onde a empresa petrolífera obteve êxitos exploratórios nos últimos anos.

A petrolífera espanhola, que é o segundo maior distribuidor de combustíveis no mercado nacional, logo a seguir à Galp, esperou quase uma década para obter as licenças de exploração e para iniciar este avultado investimento na região, o que parece indicar que o Algarve terá jazidas de hidrocarbonetos com viabilidade económica para serem exploradas comercialmente.

Já no ano passado, o administrador da petrolífera Partex, António Costa da Silva, também já estimava que “a 40 quilómetros da costa algarvia existem reservas de gás natural suficientes para cobrir o consumo interno de Portugal durante 15 anos”, recordando que “os espanhóis exploram gás natural desde 1976 no golfo de Cádis”.

NC/JA
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1 COMENTÁRIO

  1. 10 anos – é demasiado tempo para esta travessia do deserto em que o Algarve se encontra.

    Até lá, o turismo, se calhar desapareceu. E o que vai ser das nossas vidas?

    Esta do petróleo ou do gás, era uma alternativa para os horizontes demasiado sombrios (negros) que nos esperam.

    Será que não haverá maneira, eu sei lá, com umas rezas ou umas visitas à bruxa de Olhão, no sentido de apressar (obviar) a aparição de uma maleita que nos possa salvar nos próximos meses?

    Vejam o que podem fazer, para nos ajudar.

    Agora, 10 anos é demasiado tempo.

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