Portugal recebe Angela Merkel sob protestos

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Na próxima segunda-feira (12), a chanceler alemã, Angela Merkel, participará num encontro com empresários portugueses e alemães no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. O local deverá estar cercado por um forte aparato policial e poucas pessoas terão acesso ao evento. Até mesmo a imprensa credenciada só poderá acompanhar parte dos encontros.

A razão do excesso de segurança está na própria presença de Angela Merkel, considerada pelos sindicatos e movimentos sociais como a principal responsável pela dura política de austeridade que os países do sul da Europa, como Grécia e Portugal, tiveram que adotar desde que a crise económica internacional desestabilizou a zona euro.

O governo, que recentemente aprovou um orçamento com aumento de impostos, quer ainda cortar 4 mil milhões de euros dos gastos do Estado em 2013 e 2014 – o que poderá significar diminuição dos investimentos em saúde, educação e despesas com a segurança social (num momento em que cresce o desemprego).

Para marcar o desagrado com a presença da chanceler alemã, sindicatos e movimentos sociais organizam protestos em vários pontos de Lisboa. Os organizadores prometem concentrações no aeroporto e em frente à Assembleia da República com manifestantes vestidos de preto. Os protestos serão um preparativo para a greve geral marcada para a próxima quarta-feira (14) e que também atingirá a Grécia e a Espanha.

Durante as pouco mais de cinco horas que deverá passar em Portugal, Angela Merkel também visitará o presidente Cavaco Silva e almoçará com o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho. A chanceler alemã não se reunirá com os líderes da oposição em Portugal, que responsabilizam Angela Merkel pelo empobrecimento de Portugal.

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