PAÍS

Professores de Matemática chumbam exames do 4.º ano

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Associação que representa dos professores de Matemática não encontra uma única vantagem na realização das provas finais do 1.º ciclo do Ensino Básico.

A Associação de Professores de Matemática (APM) discorda em absoluto com a realização das provas finais do 1.º ciclo do Ensino Básico, defendendo que “não são necessárias para avaliar o sistema” porque “há outros instrumentos mais adequados para o fazer” como, por exemplo, as provas de aferição.

Em comunicado enviado às redações, os professores de Matemática justificam ainda o chumbo às provas do 4.º ano por entenderem que “não avaliam as aprendizagens que incidem num conjunto de capacidades e conhecimentos muito restritos e centradas em aspetos mensuráveis”.

Defendem ainda que a realização destas provas “tendem a induzir práticas de trabalho de sala de aula focadas no treino para os exames, com prejuízo de outras aprendizagens mais profundas e estruturantes”. Fazem ainda notar que “diminuem a duração do ano letivo, obrigando os professores a lecionar precipitadamente temas e items do programa que estão previstos para outra temporização”.

Entendem também professores de Matemática que estes exames “provocam uma grande perturbação no funcionamento das escolas, das vidas de alunos, professores e pais, gastos acrescidos que poderiam ser aplicados em medidas que ajudem a apoiar os alunos nas suas dificuldades e nas suas capacidades”.

A posição da APM é tornada pública no dia em que mais de 100 mil alunos do 4.º ano realizaram de a manhã a prova de Matemática.

Sobre a prova hoje apresentada aos finalistas do 1.º ciclo, diz a APM que “de uma maneira geral é adequada ao nível etário dos alunos e está de acordo com o programa”. No entanto, “não é uma prova globalmente elementar nem de resolução imediata, tendo questões que exigem níveis de raciocínio mais elaborados”, como por exemplo a 14, 19 e 20 do segundo caderno.

Carlos Abreu (Rede Expresso)
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