ECONOMIA

Ryanair anuncia redução de 40% nos voos e Algarve será atingido

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A companhia aérea irlandesa Ryanair anunciou hoje uma redução de 40% na capacidade de voos este inverno em vários países, entre os quais Portugal, devido ao impacto da pandemia de covid-19 e queda no tráfego aéreo.

A redução deverá afetar substancialmente a operação de voos para Faro, o aeroporto português em que aquela companhia “low cost” mais opera, com 37 rotas para outros destinos de toda a Europa.

Em 1 de julho passado, a Ryanair retomou essas rotas de e para Faro, mais seis ligações do que previsto inicialmente, retoma que permitiu aos clientes da Ryanair “descobrir uma das regiões mais populares de Portugal”, dizia na altura a companhia aérea.

Em comunicado agora divulgado, a Ryanair diz que as bases em Cork e Shannon, na Irlanda, e em Toulouse, França, vão fechar para a temporada, de novembro a março, e adianta que vai reduzir significativamente o número de aeronaves em bases na Bélgica, Alemanha, Espanha, Portugal e Viena (Áustria).

A companhia detalha que vai reduzir as suas capacidades de voo este inverno para 40% contra os 60% que tinha previsto anteriormente.

No entanto, a operadora pretende manter 65% de sua rede, mas com frequência reduzida.

Em meados de setembro, a companhia irlandesa tinha dito que queria reduzir os seus voos em 20% para outubro devido ao impacto sobre a procura, na sequência das restrições de viagens decididas pelos governos para impedir a propagação da covid-19.

O diretor-geral da Ryanair, Michael O’Leary, culpa a “má gestão dos voos aéreos da União Europeia” para justificar esta redução nos seus planos de voo.

“Será inevitavelmente necessário criar mais licenças sem vencimento e repartição de empregos neste inverno nas bases em que acordamos reduções nas horas de trabalho e salários, mas esta é uma solução melhor a longo prazo do que perdas massivas de empregos”, disse

“Infelizmente haverá mais demissões nas poucas bases (…) onde não conseguimos um acordo sobre redução de trabalho e de salários, que são a única alternativa”, disse, sem especificar quais.

Na terça-feira, as organizações que representam o setor lançaram um apelo global urgente por ajudas governamentais para enfrentar a crise de saúde que continua a esvaziar os cofres das companhias aéreas e aeroportos.

Antes da pandemia, a empresa voava para 38 cidades de/para Faro (num total de 42 aeroportos), designadamente Viena, Bruxelas Charleroi, Bordéus, Marselha, Paris Beauvais, Berlim Schönefeld, Berlim Tegel, Bremen, Colónia, Dusseldorf Int., Dusseldorf Weeze, Frankfurt International, Hamburgo, Memmingen, Cork, Dublin, Kerry, Knock, Shannon, Milão Bérgamo, Eindhoven, Varsóvia, Breslávia (Wroclaw), Porto, Estocolmo Skavsta, Aberdeen, Belfast International, Birmingham, Bournemouth, Bristol, Cardiff, East Midlands, Edimburgo, Glasgow Prestwick, Leeds Bradford, Liverpool, Londres Luton, Londres Southend, Londres Stansted, Manchester, Newcastle, Newquay Cornwall.

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