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Sal e Flor de Sal de Castro Marim já têm Denominação de Origem Protegida

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A nível nacional foi determinada a proteção à denominação “Sal e Flor de Sal de Castro Marim” como Denominação de Origem, publicada em Diário da República, anunciou a Câmara Municipal. 

Esta denominação de origem pode ser usada nos produtos que obedeçam às disposições que constam no respetivo caderno de especificações, depositado na Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural. 

“A Câmara Municipal de Castro Marim esteve ao lado dos primeiros entusiastas na revitalização da salina e cultura tradicional há cerca de 15 anos e tem acompanhado, desde sempre, todas as ações”, revelou a vice-presidente do município, Filomena Sintra, ao JA. 

Esta iniciativa é um grande passo no reconhecimento da excelência do Sal e Flor de Sal de Castro Marim, que são manualmente recolhidos e secos ao sol, em plena Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António.  

Com esta denominação legalmente protegida, a autarca salientou ao JA que “é uma vitória de todos os salineiros, dos donos das salinas, formadores e técnicos, que aconteceu porque houve muita gente que, ao longo dos anos, trabalharam para obter este resultado”. 

“O sal e a flor de sal de Castro Marim estão à mesa no mundo inteiro e isso deve-se àqueles que tiveram visão e capacidade, destacando, por exemplo, a Baesurisal, que acabou por ser uma peça fundamental”, referiu Filomena Sintra ao JA. 

Este tipo de recolha e seca permite que o produto tenha uma cor naturalmente branca e que retenha microelementos da vida marinha, ao contrário do sal industrial que é extraído com recurso a meios mecânicos e depurado com sistemas e produtos industriais. 

A produção de sal é um dos ex-libris do concelho de Castro Marim e uma atividade tradicional que tem vindo a ser revitalizada através de várias ações da Câmara Municipal, como a formação de salineiros ou a produção do documentário “Os Dias do Sal”, de Ivan Dias, que traduz a identidade castromarinense ligada à exploração do sal e o seu potencial a nível nacional e internacional. 

Para o futuro, a autarquia sonha com a criação de uma associação, “o que deve acontecer em breve”, e promete “estar ao lado da entidade que, depois, irá ter um ‘chapéu’ maior e mais amplo na gestão”. 

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