PAÍS

Secretário de Estado desvaloriza dívida dos hospitais à indústria farmacêutica

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Manuel Pizarro, desvalorizou o último relatório da indústria farmacêutica sobre a dívida dos hospitais aos fornecedores de medicamentos

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Manuel Pizarro, desvalorizou hoje o último relatório da indústria farmacêutica sobre a dívida dos hospitais aos fornecedores de medicamentos, que ultrapassou os 851 milhões de euros em maio.

“As contas fazem-se no final do ano e vai-se avaliando ao longo do ano pelo prazo médio de pagamento, que eu insisto em afirmar que está abaixo dos 120 dias”, afirmou o governante, em declarações à agência Lusa.

“O que não sendo o ideal [120 dias] é, apesar de tudo, muito aceitável”, acrescentou.

Manuel Pizarro falava em Portalegre, no centro de saúde local, depois de ter inaugurado a Unidade de Saúde Familiar (USF) Plátano, composta por oito médicos, oito enfermeiros e seis auxiliares.

Esta USF, que está em funcionamento desde meados do mês de abril, tem como objetivo responder a um universo de cerca de 16 mil utentes.

De acordo com o último relatório da indústria farmacêutica, a dívida dos hospitais aos fornecedores de medicamentos ultrapassou os 851 milhões de euros em maio, tendo subido 75 por cento em relação a igual período do ano anterior.

A maior parte da dívida (551,2 milhões de euros) diz respeito a compromissos assumidos pelos hospitais há mais de 90 dias, o que revela a dificuldade destas unidades de saúde em saldarem os compromissos dentro dos prazos estabelecidos pela União Europeia (três meses) e pelo Executivo, que previa uma redução do tempo.

De acordo com Manuel Pizarro, as “comparações” só podem ser estabelecidas no “final do ano”, porque existe nesta altura, sobretudo nos hospitais empresa, “múltiplos meios de contratação de pagamentos” à indústria farmacêutica.

“Nós preferimos valorizar, em vez do montante da dívida, o prazo médio de pagamento e a informação que temos é de que continua controlado em torno de pouco mais de 100 dias”, sublinhou.

Para Manuel Pizarro, a política do medicamento é uma área “muito difícil”, onde o Estado tem que “compatibilizar” interesses (cidadãos, Estado e indústria farmacêutica) que são “muito importantes” e alguns “antagónicos”.

Por isso, disse, quando são tomadas medidas que atingem alguns desses interesses, tem de se aceitar que exista, depois, algum “empolamento” de algumas dessas questões.

A visita do secretário de Estado Adjunto e da Saúde ao distrito de Portalegre vai prolongar-se durante a tarde, com a inauguração da USF Amoreira, em Elvas.

Manuel Pizarro visitará de seguida o concelho de Sousel, onde presidirá à inauguração das extensões de saúde das freguesias de Cano e Casa Branca.

HYT

Lusa/JA

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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