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Sem sardinhas no mar haverá “catástrofe” em terra

A ministra do Mar adiantou, no Festival da Sardinha de Portimão, que as quotas de sardinha para 2018 serão definidas em outubro, depois da realização, este mês, de um novo cruzeiro de monitorização da espécie
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A ministra do Mar adiantou, no Festival da Sardinha de Portimão, que as quotas de sardinha para 2018 serão definidas em outubro, depois da realização, este mês, de um novo cruzeiro de monitorização da espécie

Os pescadores e consumidores não estão preparados para lidar com a escassez de sardinha. Em declarações ao JA, a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, confessou que a recomendação de suspender a atividade durante 15 anos é preocupante, “mas não é caso para alarmismos”. A governante refere que esse cenário é “impensável”, até porque “os impactos económicos e sociais seriam catastróficos”. Entretanto, em outubro, será conhecido um novo relatório sobre o ‘stock’ existente no mar. A partir daí, será fixada a quota para o próximo ano…

Coincidências acontecem e esta veio mesmo a calhar: no primeiro dia do Festival da Sardinha de Portimão (dia 2 de agosto), o Governo português autorizou a frota pesqueira nacional a pescar mais 4.760 toneladas de sardinha até ao final do ano.

Dias antes, o Conselho Internacional para a Exploração do Mar (CIEM) – o organismo científico que aconselha a União Europeia sobre as quotas de pesca –, recomendou a suspensão total da pesca de sardinha por um período mínimo de 15 anos.

“Isso seria impensável”, comentou a ministra do Mar, à chegada ao recinto do festival, na zona ribeirinha de Portimão. “Os impactos económicos e sociais seriam catastróficos”, reforçou ao JA…

(NOTÍCIA COMPLETA NA ÚLTIMA EDIÇÃO DO JORNAL DO ALGARVE – NAS BANCAS A PARTIR DE 10 DE AGOSTO)

Nuno Couto | Jornal do Algarve

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