Som Riscado, um novo festival para ouvir com os olhos

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A Câmara Municipal de Loulé, através do Cine-Teatro Louletano, apresenta, entre 31 de março e 3 de abril, um novo conceito de festival a sul, cruzando música e imagem, a que chamou “Som Riscado”, que aposta em novas abordagens, formatos e desafios criativos para todas as idades.

O festival abre a 31 de março (quinta-feira) com duas intervenções de rua que se prolongam durante o fim de semana do evento: uma instalação artística participativa com a banda Holy Nothing & Rui Monteiro, na Cerca do Convento, e uma instalação Street Art com o artista plástico Menau, na Avenida José da Costa Mealha, ambas com entrada gratuita e especialmente a pensar nos mais novos e suas famílias.

No mesmo dia, pelas 18h00, é inaugurada no átrio do Cine-Teatro Louletano a exposição “Anatomias do Som”, com os artistas plásticos Marum Nascimento, Milita Doré e Susana de Medeiros, contando ainda com uma intervenção sonora de Pedro Cabral Santo, no seguimento de um desafio lançado pela organização do festival.

De 1 a 3 de abril (sexta-feira a domingo), e mais uma vez de forma a estimular e envolver o público mais jovem, estará patente na antiga sede do Atlético (Rua das lojas) uma instalação com esculturas sonoras interativas intitulada C_Vib, com entrada gratuita, havendo duas performances interdisciplinares, integradas nessa exposição, com Simão Costa (eletrónica ao vivo) e Yola Pinto (dança), a realizar a 1 de abril, pelas 15h30, e a 2 de abril, pelas 17h30, ambas de entrada livre. Ainda a nível de programação para os mais pequenos, a 1 de abril, pelas 10h30 e pelas 14h30, no auditório do INUAF o festival apresenta “Retrato Falado”, uma instalação com teatro de João Fazenda e Pedro Silva Martins, dirigida a crianças entre os 6 e os 10 anos, também com entrada gratuita.

Ainda no dia 1 de abril, pelas 18h00, na Casa da Cultura de Loulé (Parque Municipal) é inaugurada uma instalação audiovisual interativa que, escutando o quotidiano da cidade, questiona experimentalmente o futuro do som de Loulé, a apresentar pelo projeto Boris Chimp 504 e que estará patente até ao fim do festival, dirigindo-se a maiores de 6 anos e com entrada livre.

O dia 1 de abril fecha com uma sessão de vídeo mapping na Avenida José da Costa Mealha, pelas 21h30, com Menau e os Motion Punk Visuals, seguindo-se dois espetáculos no Cine-Teatro Louletano: pelas 22h00 uma performance intitulada “My paradise is better than yours”, que junta pela primeira vez, a convite do Festival, o fotógrafo Vasco Célio e dois nomes maiores da improvisação em Portugal, o contrabaixista Carlos Barretto e o acordeonista algarvio João Frade; e às 23h30, em estreia absoluta no Algarve e apresentando o seu último álbum “Villa Soledade”, a reconhecida banda de música experimental Sensible Soccers que se junta à realizadora louletana Ana Perfeito para mais um encontro inédito entre som e imagem.

A 2 de abril, e como o festival também pretende olhar para o património cultural imaterial de Loulé, neste caso a sua música tradicional, e dar-lhe novas leituras e reinvenções, é apresentado pela primeira vez no Algarve o projeto “Sampladélicos” de Tiago Pereira (A música portuguesa a gostar dela própria) e Sílvio Rosado, a realizar no auditório do INUAF pelas 15h30, com entrada gratuita.

No mesmo dia mais dois espetáculos no Cine-Teatro Louletano, a iniciar às 21h30: a apresentação oficial do álbum audiovisual “Multiverse”, pelos Boris Chimp 504 (dupla Miguel Neto e Rodrigo Carvalho), que propõem um espetáculo com música que bebe ao techno, música psicadélica e noise, acompanhada de visuais audio-reativos gerados em tempo real, de modo a criar uma viagem imersiva profunda de quem a experiencia.

Segue-se, pelas 22h45, a estreia absoluta no Algarve do mais reconhecido coletivo de música eletrónica português da atualidade, a banda portuense Holy Nothing, que apresentam um espetáculo inédito em parceria com o artista visual Rui Monteiro. A noite termina no Mercado Municipal, pelas 00h30, com um after-hours, “Dreaming in Tempo”, que junta, pela primeira vez, alunos do Curso de Música Eletrónica da ETIC_Algarve com alunos da Licenciatura em Imagem da Animada da Universidade do Algarve.

No último dia do festival, a 3 de abril, é realizada uma ‘masterclass’ sobre criação de projetos audiovisuais com Boris Chimp 504, a ocorrer no auditório do INUAF entre as 10h00 e as 13h00, que requer inscrição prévia e tem limite de participantes, dirigindo-se a alunos, professores, músicos, artistas visuais e outros interessados nesta temática.

Segue-se, pelas 14h30, no Studio43 (Avenida José da Costa Mealha, ao lado do Cine-Teatro), um debate sobre Som e Imagem com moderação de Mirian Tavares e participação dos convidados Joana Lessa, Nuno Ribeiro, Pedro Cabral Santo e Rudolfo Quintas, estando aberto ao público em geral.

Seguidamente, pelas 17h15 no bar do Cine-Teatro Louletano, acontece a apresentação do documentário “Filho da Arte”, sobre o artista plástico Menau, realizado pela Turma de Design de Comunicação e Multimédia da ETIC_Algarve.

Para encerrar o festival, mais dois espetáculos no Cine-Teatro Louletano que resultam de dois desafios criativos lançados: às 18h00, o espetáculo “ego (is) me”, sobre a temática da pegada ambiental e que junta alunos da Escola Secundária Dr.ª Laura Ayres, de Quarteira, ao projeto musical farense Epiphany; e às 19h00, a prestigiada dupla Filipe Raposo (piano) e António Jorge Gonçalves (ilustrador e designer gráfico) colabora com o criativo Beau McCLellan para um espetáculo inédito em jeito de carta-branca.

O festival tem como parceiros várias entidades do concelho de Loulé e da região que têm desenvolvido uma dinâmica assinalável na temática em que o festival se centra: Universidade do Algarve (Escola Superior de Educação e Comunicação, Faculdade de Ciências Humanas e Sociais e Centro de Investigação em Artes e Comunicação [CIAC]), ETIC_Algarve, Instituto Superior Dom Afonso III (INUAF), Agrupamento de Escolas Dr.ª Laura Ayres (Quarteira), Casa da Cultura de Loulé e Studio43.

Todos os espetáculos realizados no Cine-Teatro Louletano têm entrada paga, bem como o ‘after-hours’ realizado no Mercado Municipal e a ‘masterclass’ sobre criação de projetos audiovisuais, sendo os restantes formatos de entrada gratuita, limitada à capacidade dos respetivos espaços.

Para os formatos pagos é possível adquirir um passe geral para o festival (a 10 euros até 29 de março; a 15 euros depois dessa data) ou bilhetes diários, os quais têm um custo de 8 euros, sendo que para maiores de 65 e menores de 30 anos estes custam apenas 5 euros.

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