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VRSA: “Trabalho de sapa” explica 40 dias sem casos, diz Conceição Cabrita

Conceição Cabrita
Conceição Cabrita

A presidente da Câmara de Vila Real de Santo António, Conceição Cabrita, disse esta semana ao JA que os bons resultados do concelho no controlo da pandemia, com cerca de 40 dias sem o aparecimento de qualquer novo caso, se deve a “um trabalho de sapa” das autoridades de saúde locais e da própria autarquia.

João Prudêncio

“Nestes dias esteve no comando a delegada de saúde, que é a autoridade máxima de saúde no concelho. Houve muita prevenção e antecipação e apesar de todas as dificuldades financeiras e de todas as situações, conseguimos. As pessoas protegeram-se, tiveram cuidado, ficaram em casa. Fizemos uma grande campanha para ficarem em casa”, disse Conceição Cabrita.

Recordou a propósito que o concelho está há quase de 40 dias sem um caso positivo novo [hoje, sábado, perfaz 38 dias sem qualquer nova infeção detetada].

A pandemia teve reflexos nas festividades do Dia da Cidade, que decorreram a 13 de maio, quarta-feira, sem as habituais celebrações populares nem a cerimónia oficial. Os eventos oficiais resumiram-se ao içar das bandeiras, às 9:00 da manhã.  Os “festejos” prolongaram-se pelas redes sociais, com apontamentos de pessoas que se quiseram associar ao 13 de maio.

“É um ano atípico para o Dia da Cidade, para todo o concelho, todo o País e todo o mundo. Temos que nos adaptar a estas novas condições. Assinalar o 13 de maio sim, mas através dos meios digitais, para evitar que haja muita gente concentrada”, enfatizou Conceição Cabrita.

Consciente de que “não vai haver normalidade tão cedo” e de que “teremos que nos adaptar a ela”, a presidente da edilidade regozijou-se pelo regresso à normalidade possível em matéria de comércio local e manifestou-se esperançada em que a abertura das lojas que faltam e da restauração decorra tão bem como decorreram as primeiras aberturas de lojas.

“Na abertura do comércio visitámos as lojas para ver como estavam a correr as coisas, se tinham as medidas adequadas para receber os clientes. Na restauração iremos fazer o mesmo. Numa perspectiva de prevenção, não de punição. Sempre acompanhando”, disse, sublinhando que faz “questão de estar presente nessas situações, com a delegada [de saúde concelhia] para ir acompanhando sempre”.

Sobre a relação de VRSA com os vizinhos espanhóis e as dificuldades que advêm do fecho da fronteira do Guadiana, a presidente do município manifestou-se conformada com o encerramento e os sucessivos adiamentos do encontro bilateral entre ministros dos Negócios Estrangeiros, agora previsto para 16 de junho: “Que nos faz muita falta sim, porque a gente vive essencialmente aqui dos nossos irmãos espanhóis, mas não podemos quebrar as regras”

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